HISTÓRIA

SOBRE A ARQUI REAL

O ano era 1979. Em meio a um tempo de mudanças e desafios, um pequeno grupo de Irmãos Maçons, unidos não apenas pelo vínculo iniciático, mas por um ideal comum e movidos por um sonho maior e sob a liderança do Irmão Roberto Grilli, reuniram-se por um desejo maior, fundar uma Loja Maçônica que fosse, acima de tudo, um exemplo vivo de nossa Sublime Instituição — uma verdadeira escola de homens livres, comprometida com a ética, a verdade, a liberdade e o aperfeiçoamento moral do ser humano.

Esses encontros aconteciam em seu escritório, localizado à Rua Beneficência Portuguesa, nº 24, 9º andar, no bairro da Liberdade, cidade de São Paulo/SP e entre reflexões profundas, debates fraternos e longas conversas, germinava a ideia de fundar uma Loja que fosse, acima de tudo, um exemplo vivo de nossa Sublime Instituição — uma verdadeira escola de homens livres, comprometida com a ética, a verdade, a liberdade e o aperfeiçoamento moral do ser humano.

A cada nova reunião, o ideal ganhava forma e força. Aos primeiros, somaram se outros Irmãos igualmente comprometidos com essa visão: Calixto Ribeiro de Jesus, Carlos Alberto Riquena, Carlos Alberto Roberto Soares, Dair dos Santos Barão, Ernani Salviano de Jesus Crispim, Evaldo Garcia Alcova, Ítalo Daros, Mario Garcia Moreno Filho, Ormindo de Castro Filho, Roberto Grilli, Roberto Lotufo, Rodolfo Rodrigues da Silva e Sérgio Toshio Sakano. Juntos, decidiram dar o passo definitivo: fundar uma nova Loja Maçônica.

O nome escolhido não foi fruto do acaso. “ARQUI REAL” nasceu inspirado na obra do renomado escritor maçônico Jorge Adoum, em especial no livro As Chaves do Reino Interno. A expressão remete ao Sagrado Arco Real, antiga Ordem Maçônica dedicada à busca da Verdade, ao reencontro dos segredos perdidos do Mestre Maçom e à reconstrução simbólica do Templo de Salomão. Em um sentido ainda mais profundo e filosófico, o Arqui-Real representa o “Plano Ideal dos Seres”, uma realidade primordial e superior, da qual tudo emana.

Como bem definiu o Irm.•. Dair dos Santos Barão — que viria a ser o primeiro Venerável Mestre da Loja —, o Arqui-Real é “a existência no mundo dos sentidos, ligada à coisa, ao bem e não apenas à pessoa; em resumo, é tudo o que existe”.

Foi assim que, no sábado de 19 de maio de 1979, na mesma sala onde o sonho havia nascido, aqueles treze Irmãos lançaram simbolicamente a pedra fundamental do Templo da Loja Maçônica Arqui Real. Naquele momento solene, também foi composta a primeira diretoria, assumindo cada um o compromisso de transformar o ideal em realidade viva e fora assim constituída:

Primeira Diretoria

  • Venerável Mestre: Dair dos Santos Barão
  • 1º Vigilante: Ernano Salviano de Jesus Crispim
  • 2º Vigilante: Roberto Grilli
  • Orador: Evaldo Garcia Alcova
  • Secretário: Calixto Ribeiro de Jesus
  • Chanceler: Ormindo de Castro Filho
  • Tesoureiro: Carlos Alberto Riquena
  • Mestre de Cerimônias: Roberto Lotufo
  • Hospitaleiro: Carlos Alberto Roberto Soares
  • 1º Diácono: Mario Garcia Moreno Filho
  • 2º Diácono: Ítalo Daros
  • Guarda do Templo: Sérgio Toshio Sakano
  • Arquiteto: Rodolfo Rodrigues da Silva

Menos de um ano depois, em 26 de fevereiro de 1980, o sonho foi oficialmente consagrado, o Sereníssimo Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo – GLESP, Irmão Erwin Seignemartin, outorgou a Carta Constitutiva, dando nascimento formal à AUGUSTA E RESPEITÁVEL LOJA SIMBÓLICA ARQUI REAL Nº 210.

Ao longo de quase cinco décadas de existência, a LOJA ARQUI REAL tem cumprido com honra e perseverança a missão idealizada por seus fundadores. Seus trabalhos têm contribuído para o crescimento moral, espiritual e intelectual de seus membros, mantendo viva a chama da fraternidade e o compromisso permanente de trabalhar, dia após dia, para tornar feliz a humanidade.


O QUE É A MAÇONARIA

A Maçonaria é uma das instituições fraternais mais antigas e influentes da história da humanidade. Presente em diferentes épocas e continentes, ela sempre esteve associada à busca pelo conhecimento, ao aperfeiçoamento moral do ser humano e à construção de uma sociedade mais justa, livre e fraterna.

As raízes da Maçonaria remontam à Idade Média, quando surgiram as corporações de ofício dos pedreiros construtores — homens responsáveis pela edificação de catedrais, castelos e grandes obras em pedra na Europa. Esses artesãos, chamados de maçons (derivado do francês maçon, que significa pedreiro) operativos, detinham conhecimentos técnicos avançados para a época e, por isso, organizavam-se em associações fechadas, com regras próprias, sinais de reconhecimento e forte espírito de fraternidade.

Com o passar dos séculos, especialmente a partir do século XVII, essas corporações passaram a admitir membros que não exerciam o ofício da construção, mas que se interessavam pelos valores simbólicos, filosóficos e morais ali cultivados. Assim nasceu a Maçonaria Especulativa, que deixou de construir edifícios materiais para dedicar-se à construção do “templo interior” do ser humano.

A Maçonaria é uma instituição iniciática, filosófica, filantrópica e progressista, que reúne homens livres e de bons costumes, independentemente de religião, origem social ou posição política. Seu objetivo central é o aperfeiçoamento moral, intelectual e espiritual de seus membros, por meio do estudo, da reflexão e da prática das virtudes.

Seus ensinamentos são transmitidos de forma simbólica e alegórica, utilizando ferramentas da antiga arte da construção — como o esquadro, o compasso e o nível — para representar valores universais como retidão, equilíbrio, justiça, tolerância e fraternidade.

Ao contrário do que muitos imaginam, a Maçonaria não é uma religião, porém exige de seus membros a crença em um Princípio Criador, denominado simbolicamente de Grande Arquiteto do Universo, respeitando todas as crenças religiosas.

Diversas figuras centrais da história mundial e brasileira foram maçons, contribuindo para a construção das bases políticas, sociais e institucionais do país.

Atualmente, a Maçonaria está presente em praticamente todos os países, organizada em Lojas que funcionam como espaços de convivência fraterna, estudo filosófico e prática do bem. Apesar de preservar seus rituais e tradições, a instituição acompanha os desafios do mundo contemporâneo, promovendo ações sociais, beneficentes e educativas.

Ao longo dos séculos, a Maçonaria manteve viva sua missão essencial: construir homens melhores para uma humanidade melhor. Seu legado não está em monumentos visíveis, mas nas ideias que ajudou a difundir, nas instituições que influenciou e nos valores que continua a transmitir de geração em geração.

Conhecer a Maçonaria é compreender uma parte importante da história do pensamento humano — e reconhecer que o verdadeiro progresso começa sempre pela transformação do próprio indivíduo.

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